Registrar um ato
POST /noticesAuthorization: Bearer <access token>Idempotency-Key: 7f1c9f2e-2d55-4d0a-9a7f-2f1e6a3c1b04Content-Type: application/json{ "noticeType": "SUMMONS", "recipient": { "name": "Maria de Souza", "cpf": "12345678909", "phone": "5571999998888" }, "case": { "number": "0801234-56.2026.8.05.0001", "courtDivision": "1ª Vara Cível", "subjectMatter": "Cobrança", "plaintiffName": "Município de Sítio Novo", "plaintiffLawyer": null, "defendantName": "Maria de Souza", "defendantLawyer": null }, "sourceDocument": { "key": "tenants/demo/notices/2026/mandado.pdf", "sha256": "e3b0c44298fc1c149afbf4c8996fb92427ae41e4649b934ca495991b7852b855" }, "customFields": { "processoOrigem": { "label": "Processo de origem", "type": "TEXT", "value": "0801111-22.2025.8.05.0001" } }, "deadlineAt": "2026-10-01T02:59:59.999Z"}Resposta 201:
{ "id": "019928f4-3c21-7a4b-8f0e-6c2d5b1a9f77", "protocol": "2026.0000.0001", "status": "PENDING"}Os campos completos estão na referência.
A chave de idempotência é obrigatória
Seção intitulada “A chave de idempotência é obrigatória”O cabeçalho Idempotency-Key não é opcional. Sem ele a requisição é
recusada com 400.
Gere um valor novo por ato (um UUID serve) e reutilize o mesmo valor ao repetir a chamada. É isso que torna seguro repetir depois de um timeout de rede, quando você não sabe se o ato chegou a ser criado.
| Situação | Resposta |
|---|---|
| Chave nova | 201 com o ato criado |
| Chave já usada neste órgão | 200 com o mesmo registro, sem criar nada |
Repare que o corpo é idêntico nos dois casos: é o código de status que diz se algo novo nasceu. Se sua integração precisa saber a diferença, olhe o status, não o corpo.
A chave é única por órgão. Duas instituições podem usar a mesma sem se atrapalhar.
O que o protocolo promete
Seção intitulada “O que o protocolo promete”O protocol é o identificador legível do ato: ano de Brasília mais uma
sequência. É o número que uma pessoa cita ao telefone.
Ele é monotônico, mas não contíguo.
O id é um UUIDv7 e é o que se usa nas rotas. O protocolo é para humanos.
Campos personalizados
Seção intitulada “Campos personalizados”customFields carrega os campos específicos do seu órgão. Cada um traz o rótulo,
o tipo e o valor.
Eles são congelados no ato no momento do registro: se o formulário do órgão mudar depois, os atos já criados continuam com o rótulo e o valor que tinham na hora. Isso é deliberado: o ato precisa poder ser lido anos depois como foi cadastrado.
Tipos aceitos: TEXT, DATE, CPF e SELECT.
Campos que o órgão definiu
Seção intitulada “Campos que o órgão definiu”Cada órgão pode definir campos próprios para o cadastro. GET /custom-field-definitions devolve a lista do órgão do seu token: chave, rótulo,
tipo, se é obrigatório (required), se está arquivado (archived) e, no
SELECT, as opções, cada uma com value e label. Órgão sem campo definido
recebe items: []. Uma mudança na lista vale em até 5 minutos.
Para um campo definido e não arquivado, o registro confere o seguinte:
- o
typetem de ser o da definição; - o valor tem de caber no tipo:
TEXTaté 500 caracteres,DATEno formatoAAAA-MM-DDe numa data que exista,CPFcom os 11 dígitos e dígito verificador válido,SELECTigual aovaluede uma das opções; - o campo obrigatório não pode faltar (ausente, nulo ou vazio contam como ausente);
- o
labelgravado no ato é o da definição, e não o que o pedido mandou; - no
SELECT, o ato ganha tambémoptionLabel, o rótulo da opção escolhida, carimbado pelo emMãos. OoptionLabelque o pedido mandar é ignorado.
Um campo arquivado não é exigido, e a chave dele é recusada: o registro
responde 400 apontando customFields.<chave>, sem gastar protocolo. Uma chave
arquivada não volta a ser usada; os atos antigos que a guardam continuam
mostrando o valor.
Uma chave que nenhuma definição lista continua aceita como sempre foi. A
integração que manda uma chave própria, como processoOrigem, segue funcionando.
Por isso um erro de digitação na chave de um campo definido não é recusado: vira
um campo solto no ato. Confira a chave contra a lista do órgão.
Mudar a definição vale só para os atos novos. Os atos já criados guardam o valor e os rótulos que tinham.
O documento
Seção intitulada “O documento”sourceDocument identifica o documento pela chave no armazenamento e pelo digest
sha256 em hexadecimal. O upload em si ainda não faz parte desta API.